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5 Teorias Conspiratórias sobre o Sistema Solar

Basta uma quantidade razoável de desinformação, uma certa mania de perseguição, uma mente bastante criativa e facilmente excitável para formar o indivíduo certo para desenvolver uma teoria de conspiração. E é natural que o Sistema Solar seja um dos alvos preferidos desses teóricos já que é a primeira fronteira apenas imaginada pelos mortais.

Então, esses indivíduos fazem um enorme esforço para responder as maiores questões da mente humana: há criaturas verdes passeando pela superfície dos planetas vizinhos? Pode haver um 'Segundo Sol' no nosso sistema? O homem foi à Lua em 1969?

Confira a lista:

1. O homem chegou à Lua... Mas a filmagem é falsa
Neil Armstrong, Edwin “Buzz” Aldrin e Michael Collins de fato fizeram a famosa viagem — apenas a filmagem seria falsa. Os defensores dessa teoria afirmam que o governo estadunidense teria optado por uma gravação mais profissional da aterrissagem, executada em estúdio, a fim de intensificar a propaganda em torno do feito. E há também quem diga que a filmagem original foi destruída por conta da natureza do que os astronautas encontraram ao chegar. Isso teria tornado necessária uma filmagem destituída de “seja-lá-o-que-for”...

2. Por que o Hubble não tira fotos da Lua?
Há quase meio século aparecem pessoas questionando a chegada da Apollo 11 à Lua; por que a NASA simplesmente não bate umas fotos da superfície lunar utilizando o telescópio Hubble? Se a agência espacial americana não o faz, é porque esconde algo, certo? Essa é até elegante, mas há um pequeno inconveniente: o Hubble não seria útil para essa tarefa. O poderoso telescópio da NASA foi projetado para capturar imagens muito mais distantes, tendo sua resolução de acordo com esse propósito.

Caso fotografasse o ponto de aterrissagem do módulo espacial — ou até mesmo algo do tamanho de um campo de futebol —, o resultado provavelmente seria apenas um ponto indistinguível de outros ao redor. Além disso, mesmo se fosse possível, isso não pararia os teóricos da conspiração, já que os dados teriam sido fornecidos pelo próprio governo.

3. A Teoria de Velikovsky
“Worlds in Collision”, livro que reunia os pensamentos de Immanuel Velikovsky, explicava como não apenas todos os eventos contidos na Bíblia ocorreram literalmente como todos tinham ligação com a aproximação ocasional de corpos celestiais. Baseado frouxamente em mitologias e textos antigos, Velikovsky afirmava que diversas catástrofes ocorridas na Terra se devem às eventuais aproximações de Marte e de Vênus. Ele traça paralelos entre eventos descritos na Bíblia e em fontes análogas de outras culturas, sempre utilizando Marte e Vênus como bodes expiatórios. Todas as suas teorias foram desacreditadas pela comunidade científica.

4. Marte já foi colonizado
A maior parte das pessoas tem uma vaga esperança de que um grupo de seres humanos poderá se estabelecer em Marte. Enquanto isso, a ciência se contenta em estudar o planeta e conceber forma de enviar uma primeira missão tripulada. Mas e se tudo isso não passar de uma longa e onerosa encenação? Há um grupo de teóricos que afirmam que Marte já foi colonizado há tempo. Em 2014, uma mulher que disse se chamar “Jackie” afirmou ter encontrado evidências de colônias em Marte enquanto fazia parte da equipe responsável pelo programa Viking.


“Jackie” afirma que tanto ela quanto seus colegas puderam vislumbrar criaturas humanoides caminhando na superfície marciana. O testemunho não durou muito, entretanto. Segundo a moça, assim que os personagens despontaram na tela, a transmissão foi cortada. Enfim. Para além das teorizações astronômicas, “Jackie” também defende que a queda das Torres Gêmeas não passou de um jogo de hologramas.

5. O Projeto Lúcifer
Sim, é saudável transpor conhecimentos/hipóteses levantadas na ficção para a vida real, mas sempre é bom ter cuidado. Do contrário, ao entrar em contato com a série 2001: Uma Odisseia no Espaço, você pode acabar acreditando que há mesmo um esforço conjunto e oculto para transformar o planeta Júpiter em um segundo sol. Na verdade, há quem acredite nisso. E o grupo se baseia na mesma hipótese levantada nos romances. Para os teoristas, o intitulado Projeto Lúcifer abriga atualmente tentativas da NASA para criar o suposto segundo sol.

Como? Enviando sondas movidas a compostos radioativos, como o plutônio-238, a fim de transformar Júpiter em uma estrela. Sabe aquela sonda que se espatifou no planeta há não muito tempo? Pois é. Seja como for, nenhum dos teoristas parece capaz de esclarecer como a criação de uma segunda estrela não acabaria por comprometer as órbitas de todos os demais planetas.

Via Láctea pode ser 50 vezes maior do que pensávamos

Com seus 100 mil anos-luz de diâmetro e um número estimado entre 100 e 400 bilhões de estrelas, a Via Láctea já seria grande o suficiente. Porém, uma nova análise realizada por astrônomos do Instituto Politécnico Rensselaer, nos EUA, revelou que a nossa galáxia pode ser 50% maior do que pensávamos. Os cientistas chegaram a essa conclusão depois de avaliar informações obtidas a partir do SDSS (Sloan Digital Sky Survey), o maior e mais audacioso levantamento astronômico em progresso no momento.

Os pesquisadores estavam reavaliando a distância e brilho das estrelas que se encontram nos limites da Via Láctea, quando resolveram dar mais atenção ao Anel de Monoceros, um filamento em forma de anel composto por estrelas que envolve a nossa galáxia três vezes. Segundo explicaram, a Via Láctea é relativamente achatada, e essa formação, que se situa a 65 mil anos-luz de distância do centro da galáxia, a rodeia de cima a baixo.

Originalmente, os astrônomos acreditavam que esse filamento era composto por estrelas que haviam se separado da nossa galáxia vizinha Anã do Cão Maior, devido a interações com a Via Láctea. Contudo, a nova análise sugere que o anel faz parte da nossa galáxia, e que ele pode ter sofrido influência de galáxias próximas. Segundo os cientistas, o anel conta com ondulações que podem ter sido provocadas após uma galáxia anã ter atravessado a estrutura.

Caso seja comprovado que o Anel de Monoceros realmente faz parte da Via Láctea, isso significa que em vez de a nossa galáxia contar com 100 mil anos-luz de diâmetro, sua dimensão é de cerca de 150 mil anos-luz. Os pesquisadores ainda pretendem avaliar outro filamento de estrelas que se encontra mais distante, e que potencialmente poderia expandir o tamanho da Via Láctea ainda mais.

Os astrônomos deverão conferir dados obtidos através da sonda espacial europeia Gaia, que também está realizando um mapeamento das estrelas da Via Láctea e oferece imagens celestes de maior resolução do que as disponibilizadas pelo SDSS. O estudo com as análises realizadas até agora foi publicado no Astrophysical Journal.

O que é matéria escura?

É uma parte do Universo que os astrônomos sabem que existe, mas ainda não sabem exatamente o que seja. É matéria, porque se consegue medir sua existência por meio da força gravitacional que ela exerce. E é escura, porque não emite nenhuma luz. No modelo cosmológico aceito pela comunidade científica, o Universo é composto por energias e partículas que interferem na gravidade, expansão e aceleração do espaço. Acredita-se que 73% da densidade se constitui de energia escura, que teria o efeito de pressão negativa sobre o Universo; e 23% de matéria escura, que hipoteticamente tem efeitos gravitacionais em matérias visíveis.

O fato de não emitir nenhuma luz é o que dificulta seu estudo. Todas as observações de corpos no espaço são feitas a partir da luz ou de outro tipo de radiação eletromagnética emitida ou refletida pelos astros. Como a matéria escura não faz nenhuma dessas coisas, é "invisível". Ainda assim, sabe-se que ela está lá. Na década de 1930, o astrônomo Fritz Zwicky, um húngaro radicado nos Estados Unidos, calculou a massa de algumas galáxias e percebeu que ela era 400 vezes maior do que sugeriam as estrelas observadas! A diferença está justamente na massa de matéria escura.

Pelas contas do professor Fritz, você deve ter percebido que ela não é apenas um detalhe na
composição do Universo, e, sim, seu principal ingrediente. Hoje em dia, calcula-se que ela corresponda a mais ou menos 95% do Universo. É como se todas as galáxias que conhecemos atualmente fossem apenas alguns pedacinhos do Universo. Existem várias teorias sobre o que seria a massa escura. O mais provável é que ela seja feita de partículas subatômicas, menores que nêutrons, prótons e elétrons e ainda indetectáveis pelos atuais instrumentos de medição dos cientistas.

Um dos principais recursos para o estudo da matéria escura é o projeto AMS (Alpha Magnetic Spectrometer) na Estação Espacial Internacional, que coleta dados sobre o fluxo de raios cósmicos na órbita da Terra. Leia mais aqui sobre essa pesquisa científica.

Para terminar, vale um esclarecimento: apesar da semelhança no nome, matéria escura não tem nada a ver com buraco negro. "A massa escura é um componente do Universo, sem luz, enquanto o buraco negro é um objeto astrofísico com um campo gravitacional tão forte que não deixa nem mesmoa luz escapar", afirma o astrônomo Enos Picazzio, da Universidade de São Paulo (USP).

Nós explodimos no espaço?

O maior motivo para um astronauta usar aqueles trajes fechados e capacete não é somente a falta de ar para respirar. Um tanque de ar com respirador do tipo dos mergulhadores já resolveria o fornecimento de oxigênio. O problema maior é a ausência de pressão atmosférica. O nosso corpo tem uma pressão naturalmente igual à da atmosfera na superfície da Terra ao nível do mar: dizemos que estamos a uma atmosfera (1atm). Nosso corpo pode se adaptar facilmente a variações pequenas e graduais.

Quanto maior a altitude menor é a pressão atmosférica. Se você viaja para uma região montanhosa (uns 3.000 metros de altura, por exemplo) a pressão cai para uns 0,7atm. Se formos rápido (de automóvel, por exemplo) seu corpo acostuma-se a custas de um enjoo, alguma dor de ouvido e talvez uma dor de cabeça nos mais sensíveis. Num avião, que pode atingir uns 10km de altura, a coisa já é mais séria. A pressão nesta altitude fica abaixo de 0,3 atm. Por isso as cabines dos jatos são pressurizadas. Para um ser humano exposto a esta baixa pressão, perder os sentidos é praticamente inevitável. Durante um teste de um traje espacial em uma câmara, um homem foi exposto por 25 segundos a uma pressão equivalente a encontrada em uma altitude de 36km. Isto é muito perto do vácuo espacial. O resultado foi um desmaio imediato, mas sem mais consequências posteriores.

Respondendo a pergunta: não, você não explodiria como um balão, seus ossos e músculos são resistentes o suficiente para impedir isso. Mas a exposição no espaço definitivamente iria matá-lo, não de imediato.

5 Curiosidades sobre satélites naturais

Nós aqui do Centro da Galáxia, em vista de estarmos na nossa Semana Galática, preparamos esta postagem para falar especialmente dos satélites naturais dos planetas, incluindo a nossa Lua que é intrigante até os dias de hoje.

Mas, antes de tudo, vamos a um breve conceito: o que é satélite natural?
Planeta secundário, lua ou satélite natural é considerado um corpo celestial que orbite planetas e também corpos menores. O termo pode ser utilizado para designar galáxias anãs que orbitam outras de maior tamanho ou, até mesmo, planetas anões na órbita de estrelas. Entretanto, sua utilização mais geral é como designação para satélites não-artificiais dos planetas. E é referente a esta última explicação que falaremos neste post. Confira:


1- Plutão e Caronte
A maior lua de Plutão, Caronte, jamais se põe ou nasce no horizonte do pequeno e distante planeta. Os dois estão presos devido à gravidade e sempre se encaram (rotacionando ao mesmo tempo), o que faz com que ambas as suas faces se olhem repetidamente. Do céu de Plutão, Caronte é sete vezes maior do que a nossa Lua, possuindo um ciclo de apenas seis dias.

2- Vulcões Lunares
Segundo novas informações da NASA, parece que existiam vulcões bastante ativos em todo o território lunar. É muito provável que durante o período dos dinossauros, 70 milhões de anos atrás, esses vulcões cuspissem lava intensamente por toda a Lua. O interessante é que novos e jovens vulcões estão se formando na Lua. Mas não espere vê-los ativos tão cedo, já que esse processo deve demorar milhares de anos para ser concretizado. De qualquer modo, algo é certo para os cientistas: o interior da Lua é quente e permaneceu quente por muito mais tempo do que inicialmente acreditado.

3- Luas tem suas próprias luas?
É possível que as luas possuam suas próprias luas, porém algumas condições são necessárias para que isso ocorra. Como o Sol é gigantesco, teoricamente todos os planetas e demais corpos celestes do nosso Sistema Solar devem orbitá-lo, porém os corpos que estão longe demais podem se tornar exceções raras. Quando a gravidade de um objeto próximo é maior do que a do corpo celeste principal, as luas criam as suas órbitas. Quando estamos falando de um corpo celeste bastante distante, como um asteroide, é possível que ele sustente outras luas sequencialmente, já que as forças gravitacionais do Sol são mais fracas para prendê-las.

4- Europa pode sustentar vida
Europa é uma das luas mais interessantes que conhecemos devido à crosta de gelo que há em toda a superfície, protegendo um vasto oceano subterrâneo. Como sabemos, a água é a fonte da vida como conhecemos, e devido ao calor que é originado pelo movimento da lua ao orbitar Júpiter, temos os dois componentes essenciais que podem sustentar algum tipo de vida (embora estejam em condições extremas). Apesar de não poder ser afirmado com exatidão, se existe algum lugar além da Terra que pode sustentar outras formas de vida esse lugar possivelmente é a lua Europa. A NASA pretende enviar no futuro sondas que possam estudar melhor a lua.

5- Outro oceano escondido sob camadas de gelo
Ganímedes é o nome da maior lua de Júpiter/maior lua do sistema solar. Ganímedes, assim como Europa, também possui um oceano escondido sob a crosta terrestre. Um oceano extremamente salgado, com quilômetros de profundidade. O mais interessante é que existem três camadas de gelo em Ganímedes, que são alternadas por demais camadas de água líquida. Existem possibilidades de que a lua também abrigue algum tipo de vida devido a esses fatores, apesar de muitos cientistas se mostrarem céticos devido às condições extremas de Ganímedes.

7 mitos ridículos sobre o espaço que (quase) todos acreditam

Seja por causa do maravilhoso universo ficcional dos filmes hollywoodianos ou por interpretações erradas feitas de algumas notícias, muitos boatos acabam fazendo parte da nossa vida e nem nos damos conta que tudo não passa de uma história infundada. Isso acontece geralmente com assuntos que a maioria não conhece ou que não sabe explicar, como no caso dos astros e fenômenos que estão por aí, fora do alcance de nossos olhos, muito longe do planeta onde vivemos.


1. A Terra e Vênus são iguais
Na época que essa conversa foi espalhada, a NASA ainda não havia explorado o planeta e havia indícios de que, além do tamanho parecido, os planetas poderiam ser semelhantes também em outros aspectos. Bastou uma sonda ser enviada até Vênus para que os cientistas percebessem o quão espessa e mortal a superfície desse planeta poderia ser.


2. O Sol é amarelo

A verdadeira cor do Sol é branca e ele aparece amarelo no céu devido à influência da atmosfera. Isso porque a coloração das estrelas depende muito de suas temperaturas: as frias começam com uma cor marrom, que passa para o vermelho escuro e aumenta de intensidade à medida que ficam mais quentes.

Já as estrelas quentes vão ficando mais claras à medida que se mostram ainda mais aquecidas. A superfície de uma estrela de 10 mil Kelvin, por exemplo, é azul. O sol, que tem uma temperatura média de 6 mil Kelvin está no meio termo e, assim, sua cor é branca.



3. O Sol é uma bola de fogo 

O sol realmente brilha e emite calor, mas essas não são reações causadas por fogo, como o que usamos aqui na Terra. O que faz o sol nos aquecer e iluminar é a reação nuclear que acontece em toda sua extensão, que também causa combustão.


4. No verão, a Terra fica mais próxima do Sol
A Terra não fica mais próxima ao sol durante o verão. O que acontece é que seu eixo orbital fica mais inclinado no sentido da estrela. Mas é verdade que a Terra realmente fica mais próxima ou mais distante do Sol ao longo do ano. A proximidade entre os corpos, que costuma ser de 150 milhões de quilômetros, pode reduzir durante o periélio (maior proximidade) para 147 milhões de quilômetros. No afélio (menor proximidade) a distância pode ultrapassar os 152 milhões de quilômetros. Entretanto não é isso que origina as estações do ano.


5. A Lua possui um lado escuro

A ideia de que uma face da lua é sempre imersa na escuridão é complemente errada. Todos os lados da lua recebem luz solar em vários pontos, até porque, como nosso satélite natural, a força gravitacional da lua é exercida pela Terra.


6. Som no espaço

Nenhuma explosão ou outro som jamais poderia ser ouvido no espaço, isso porque, fora da atmosfera, as ondas sonoras não conseguem se propagar. No entanto, se você for para Marte, por exemplo, o som voltará a ser ouvido, mas em uma frequência mais aguda que na Terra, devido às diferenças exercidas pela atmosfera desse outro planeta.


7. Não é possível viajar através de um cinturão de asteroides

Não há problema algum em atravessar um cinturão de asteroides, caso você tenha uma nave espacial. Pois, mesmo que esses cinturões conte com milhões de asteroides, seria preciso ser a pessoa mais azarada do mundo para colidir com um, já que o espaço é gigantesco e as coisas estão muito mais distantes e se mostram muito menos do que imaginamos.


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